Sou cigana do sertão!

Sou cigana do sertão!
Mas nada de tarô ou de ler mão!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Wayne indignado: A mensagem do amor não é uma doutrina, mas uma maneira de viver.


Gostei muito deste trecho do blog de Wayne Jacobsen, autor de Deus me ama e de Por que você não quer mais ir à igreja?. É edificante e esclarecedor.

Muitas vezes ouço as pessoas se referirem ao que eu escrevo e ensino como a mensagem da Graça ou a mensagem do amor. Eu sei que muitas vezes as pessoas precisam de um título simples para colocar nas coisas, mas uma parte de mim estremece sempre que ouço o cerne de minha vida ser reduzido a uma mensagem. Eu tenho que engolir em seco aqueles gritos internos que querem que eu bata na mesa e grite:  "Não é uma mensagem, é uma maneira de viver!" (grifo meu) A alegria desta jornada não vem de convencer a nós mesmos que  Deus nos ama, mas em realmente aprender viver como um de seus filhos amados na terra!

Eu tenho a mesma reação quando alguém se refere ao casamento como instituição. Meu casamento não é uma instituição. É uma crescente relação de amor e respeito que produz os frutos incríveis de profunda alegria, o riso hilário, as conversas perspicazes, e uma amiga e parceira consistente, através das alegrias e provações da vida.  Esta relação tem sido duramente conquistada e cheia de graça por mais de 35 anos de aprendizado sobre como cuidar dela mais do que eu cuido de mim. (Eu ainda estou aprendendo isso!)  Ela é a maior alegria que eu tenho nesta altura de minha vida.

É por isso que quando as pessoas falam sobre o que eu compartilho como a Mensagem da Graça, eu quero arrancar todos meus cabelos.  Se isso fosse apenas uma mensagem, quão vazia seria? Jesus não me convidou para ensinar uma doutrina sobre o amor de Deus ou sobre sua graça. Ele me pediu que ajudasse as pessoas a experimentar a realidade de um crescente relacionamento com ele profundamente centrado em sua afeição de pai por nós. Isso não é apenas uma proposição intelectual, é uma revelação que nos permite conhecê-lo numa crescente realidade.

E à medida que cresce seu conhecimento dele, você vai perceber que ele não é um "caloroso" vovô no céu. Ele é o transcendente, santo e todo-poderoso Deus do universo, que se ofereceu para ser meu Aba, o termo mais carinhoso que uma criança do primeiro século poderia chamar seu pai. Sim, a sua afeição é ultrajante. Mas essa afeição também procura conquistar-me para dentro das crescentes arenas de luz para que eu possa ser transformado pela verdade, e não apenas  mimado em minhas decepções,  mentiras, e falidos mecanismos de enfrentamento. (grifo meu) É por isso que eu raramente uso o termo "amor incondicional", não porque eu acho que o amor de Deus tem condições, mas porque a referência é tão estática. A afeição de Deus é transformadora, permitindo-me conhecê-lo e também mudando a essência do meu ser.

O convite para viver amado não é para comprar uma nova doutrina, mas para abraçar uma nova maneira de viver. Eu possa cada vez mais viver dentro do afeto do Pai, em vez de a partir de todos os medos, anseios e ambições da minha carne. É tanto alegria como liberdade da mais alta ordem. E você também pode! Não é algo que você liga ou desliga em um momento, é uma jornada por toda a vida sendo completada um pouquinho mais a cada dia enquanto você aprende a viver na casa do Pai. Vá, viva amado! Peça a ele para ajudá-lo porque isso é muito além do que qualquer um de nós pode produzir por conta própria.

(Extraído do blog de Wayne Jacobsen, 1 de novembro de 2010)
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sábado, 6 de novembro de 2010

Sai pra lá, Graviola.


Hoje aconteceu algo que achei engraçado. Depois de dias sem caminhar, resolvi retornar. Tem várias opções aqui no Alto do Guinho. Resolvi descer um morro e pegar uma estrada de terra (bom, todo meu bairro é sem asfalto) muito bonita. Sempre aproveito para caminhar e meditar. Costumo ler trechos de um livro e meditar ou orar em cima daquilo. De vez em quando Deus me surpreende com alegria ou com choro.

Mas o engraçado mesmo foi quando descia o morro meio íngreme e pedregoso. De repente,lá no alto do morro, um barulho de vários cincerros (campainhas que colocam no pescoço dos animais)não muito longe de mim. Era um vaqueiro conduzindo 10 vacas leiteiras (eu contei depois, né?. E eu tive que andar muito rápido para não ser atropelada por elas. Foi só o tempo de acabar de descer o morro e atravessar a estrada, ir para o outro lado e deixá-las passar. E o vaqueiro berrava com uma que queria se extraviar: Graviola! Era bem pretinha e azuladinha mesmo!

E lá fui eu atrás das vacas e elas se adiantaram. De repente, lá na frente, o latão de leite do vaqueiro caiu no chão e ele teve que parar para amarrá-lo de novo no cavalo. E como eu não queria parar de caminhar, tive que passar entre as vacas que começaram a se extraviar. As motos e carros que vinham, passavam bem devagar e as faziam vir para mais perto de mim ainda. E eram bem chifrudinhas. Me lembrei da vaca do Haroldo que ia sempre para seminário de Serra Negra, mas a dele era mocha. Não fiquei com medo, não. Achei divertido

Bom, eu achei uma aventura ficar no meio da vacaria. E a estrada estava linda mesmo.

E o livro ainda é o mesmo de várias semanas: O amor incondicional de Deus: Brennam Manning.

Entrei num programa da internet para fazer dieta dos pontos. Depois que vim para o Nordeste engordei muitos quilinhos (só conto quantos, depois que perdê-los) Só posso comer 30 pontos por dia. Tô ficando viciada em contar pontos. Tá divertido elaborar os cardápios. O desafio é perder 3 até dia 5 de dezembro quando vou voar para SP. Assim o voo vai ficar mais leve, sem perigo de cair. HeHe.

Tô numa fase light - até minha alma está mais leve.

Queria compartilhar também o torpedo que recebi de minha aluna particular, Keliane, 13 anos, uma das minhas primeiras alunas. Entrou no livro 3 do Click Together. Veja que gracinha o torpedo que mandou na quarta retrasada:

Teacher, I don´t go to the English Class, because to be  with sick. Kely. Erica (a irmazinha dela que é minha aluninha tb) go if don´t to rain. 

Cute, isn´t it? Tem erros, mas conseguiu se comunicar direitinho. Eu amei o torpedo!

See you next week.

Elenir

PS. Um amigo, Leo, detestou o nome de meu blog. Perguntou se vai ter tarô e outras coisas mais. Rsrs

sábado, 30 de outubro de 2010

Aprendendo a sentir-me segura nos braços eternos do Pai

Estou relendo alguns livros de Brennam Manning e entendendo um pouquinho mais sobre este desatinado e louco amor de Deus por mim. O trecho a seguir, extraído de `O obstinado amor de Deus´, me tocou muito:


QUE SIGNIFICA SENTIR-SE EM UM LUGAR SEGURO?
Sentir-se seguro é deixar de viver na mente, descer fundo ao coração e sentir que sou querido e aceito ... sem precisar mais me esconder ou me distrair com livros, televisão, filmes, sorvete, conversar superficiais ... permanecendo no presente sem escapar para o passado, nem me projetar no futuro, alerta e atento ao agora ... sentindo-me tranquilo e não nervoso ou tenso ... sem necessidade alguma de impressionar ou deslumbrar as pessoas ou chamar a atenção para mim... Sem reservas, uma nova maneira de estar comigo mesma, uma nova maneira de me conduzir no mundo... calma, sem temores, nenhuma ansiedade sobre o que acontecerá no momento seguinte ... amado e valorizado ... simplesmente com tudo ajustado como um fim sem si mesmo.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

UM POUQUINHO DE MIM - O QUE ESPERAR DO MEU BLOG?


Olá,

Moro no Nordeste desde 2007. Por onde passei montei uma casinha sertaneja - em Sta Teresinha - PE; em Patos - PB (um apartamento sertanejo, na verdade) e atualmente em Baixa Grande, BA. Por ter mudado tantas vezes (tentando achar um lugar provisoriamente permanente, rs), um amigo meu me apelidou de ´cigana do sertão´. E é esse o nome de meu blog.

Amo ler e meditar e escrever. Tenho cadernos e mais cadernos de diários que faço não sei mais desde quando. Influência de Ruth Walker em minha vida. Neles anoto sentimentos, impressões e muitos extratos de livros que me marcaram. Alguns copiados banhados em lágrimas e outros em euforia.

São principalmente essas anotações e impressões de meus diários que estarei compartilhando com aqueles que se interessam por minha vida livre no sertão baiano. Também, pretendo compartilhar coisas interessantes do estilo de vida e da cultura da Bahia. (Eu amo os baianos e me sinto muito bem com eles!)

By the way, eu sobrevivo na Bahia ensinando inglês para crianças e alguns adolescentes e pouquíssimos adultos. (Eu vivo com pouco, mas com muito significado!!) Também faço um pouco de tradução e estou há quase dois anos tentando terminar o livro de Paulo Manzini, querido amigo, irmão e vínculo da paz.

Se se sentir edificado ou identificado, ou mesmo indignado, por minhas meditações, let me know.

A big hug,

Elenir